PORTO VELHO – A disputa interna pelo número eleitoral associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao fim em Rondônia. O candidato ao Senado Bruno Scheid ficará com o 222, enquanto o deputado federal Fernando Máximo, que também pleiteava a numeração, disputará a eleição utilizando o 221.

A definição ocorreu após conversas entre as lideranças da aliança formada por PL, Novo e Podemos, que optaram por distribuir os números ligados ao 22 entre diferentes candidatos.

Com o acordo, Bruno Scheid mantém o 222, número que vinha sendo defendido por seu grupo político. Fernando Máximo ficou com o 221.

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Números seguem a identidade do PL

A distribuição também alcançou outros nomes da chapa. O deputado federal Lúcio Mosquini, candidato à reeleição, utilizará o 2222, enquanto o deputado estadual Jean Mendonça concorrerá com o 22222.

A numeração possui forte valor simbólico dentro do grupo político ligado a Bolsonaro, especialmente em uma eleição na qual o eleitorado de direita deve ser um dos principais campos de disputa em Rondônia.

A definição também evita que a divergência entre os candidatos ao Senado se prolongue durante o período eleitoral.

Disputa pelo Senado ganha novo componente

A escolha do número acrescenta um novo elemento à disputa pelo Senado em Rondônia. Bruno Scheid e Fernando Máximo, ambos ligados ao PL, agora seguem para a campanha com identidades eleitorais distintas, apesar de integrarem o mesmo campo político.

O episódio evidencia ainda a importância da associação com Bolsonaro para os candidatos que buscam conquistar o eleitorado conservador no estado.

A aliança entre PL, Novo e Podemos, liderada pelo senador Marcos Rogério, também oficializou suas chapas para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

Com a questão dos números resolvida, a tendência é que a disputa pelo Senado ganhe ainda mais intensidade, principalmente entre os candidatos que buscam ocupar o espaço político identificado com o bolsonarismo em Rondônia.

Agora, a briga deixa de ser apenas pelo número e passa a ser pela capacidade de transformar a identificação com Bolsonaro em votos nas urnas.